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Mostrando postagens de 2013

10 Mandamentos Sobre o Câncer de Mama

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Sei que conselhos quando não solicitados, não devem ser dados, porém, abaixo seguem boas dicas para quem está recentemente neste barco e onde o mar nem sempre é calmo...


1- Dai a vós mesmas, tempo para pensar:
Quem recebe o diagnóstico acha que é preciso fazer alguma coisa na mesma hora. Não é. Respire fundo. Reduza a rotação da cabeça antes de tomar decisões.

2- Honrai vossos sentimentos, sejam eles de esperança, raiva ou medo.

E não se surpreenda ao sentir tudo isso em 15 minutos, várias vezes por dia.

3- Não julgueis o tipo de tratamento do próximo nem as atitudes e as opções de reconstrução.

Nunca vi integrantes da comunidade do câncer de mama julgarem os outros. Os juízes de plantão são os que nunca passaram por isso. 

Alguns acham que você deveria superar o seu câncer de fitinha rosa e fofinha, toda animada, ou se sentir grata pela lição de vida. Nada a ver. Talvez você seja do tipo otimista. Talvez se sinta mesmo grata. Tudo bem! Mas dizer que alguém deveria se sentir assim ou assado …

Acreditar !!

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Acreditar !
Nossa visão do mundo é muito limitada. Mesmo nossos sonhos mais longínquos não nos permitem ir mais além, quando nosso eu está ferido.
Quando tudo vai mal, quando não conseguimos acrescentar uma gota sequer de solução aos nossos problemas, começamos a ver o mundo como se tudo fosse cinza, como se tivéssemos o poder de ir apagando toda a beleza que está espalhada à nossa volta.
A questão nem é ser negativo, pois uma pessoa negativa o será sempre, mas é de ir deixando aos poucos de acreditar que algo possa ser mudado, simplesmente porque o tempo é interminável quando sofremos ou esperamos alguma coisa que tarda a chegar, ou ainda quando tomamos as dores dos outros acompanhando o movimento do mundo.
Mas mesmo quando tudo estiver cinza, quando as possibilidades de saída te parecerem como muros altos e intransponíveis, continue acreditando! Não deixe a peteca cair! 
Eu garanto que enquanto você se mantiver em movimento para construir alguma coisa, a esperança vai estar no seu c…

Viver e não ter a vergonha de ser feliz!

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Esses dias caminhando em direção ao metrô, via as pessoas indo e vindo, algumas assentidas das suas posições na sociedade, outras em massa de manobra sem ter noção do real motivo de estarem ali.
Volta e meia no decorrer da vida, e suas ranhuras, chegamos em algumas linhas de raciocínio que parece que ninguém irá nos entender. E realmente não irá. Quando porventura, ou por uma aventura, nos encontramos em um estado de espírito denominado “sei lá” a tal ponto que nem realmente nós conseguimos contextualizar as nossas aflições, a única solução é: serenar.
Existem coisas que não precisam ser entendidas, aceitas ou estar dentro dos padrões da sua família ou sociedade. Tentar entender tudo é chato e coabitar com os próprios pensamentos encharcados de dúvidas todos os dias é uma faísca para despertar a própria loucura.
Relaxar é fluência, não displicência. Saber relaxar também é uma inteligência direcionada, é saber ressignificar as prioridades e tirar mais tempo para viver. Con…

O que tem sido...

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Faltava já tem um tempo atualizar o blog sobre como segue meu tratamento...
Fiz minha mastectomia e tudo correu bem, exceto o dreno que entupiu logo no dia seguinte em que sai do hospital e que por esse motivo, exigiu que eu tivesse que ir ao Rio de 3 em 3 dias fazer punções para retirar o seroma. Foi um período cansativo.
Nos primeiros dias ao me olhar no espelho, foi de um estresse sentido, mudo, calado na sua impotência... A sensação de mutilação é real e latente, e exige de mim um exercício em conjunto de domínio da mente, do corpo e principalmente da alma. Tentar superar e acreditar na mastectomia como um detalhe, frente à possibilidade de cura e de direito a vida, é o ponto chave. 
Hoje já me conformo e acredito mesmo que o preço, se for esse, é muito baixo perante o presentão da vida... Pessoas passam por estórias semelhantes ou diferentes, não sou mais sofredora e nem menos sofredora do que os demais, apenas cada um de nós, temos nossas medidas, nossas próprias dores e dificuldad…

A Prece...

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A prece maior é ser generoso com o vizinho. É estampar um sorriso no rosto. É falar a verdade toda vida. É ser caridoso. É ser fiel com os amigos. É estar do lado do bem. É cantar pruma criança dormir. É brincar com elas numa tarde grande. É saber que Deus mora em cada pequena coisa com toda sua grandiosidade. É espalhar amor em doses de chuvaradas por aí.
A prece maior se encontra num abraço, numa conversa jogada fora num dia de domingo. Numa palavra que salva, que enriquece, que abençoa. Num conselho que transforma a vida de alguém. Num olhar carinhoso. Numa mão que ampara, que acolhe, que semeia.
A prece maior se encontra onde há esperança, onde mora a palavra AMOR. A prece maior se encontra onde há recomeços, onde há dias recheados de paciência e tolerância. Onde há uma história comprida com gente bonita morando dentro. A prece maior se encontra no que não se acaba, no que permanece, apesar dos pesares todos.
A prece maior é ser feliz por nada. É agradecer por tão pouco. É amar até q…

Mastectomia

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Já tinha um tempo que eu vinha ensaiando abrir este blog com intenção de poder dividir experiências, dificuldades e trocar informações e dúvidas com outras mulheres que estejam passando pela mesma situação que eu. Também dar notícias aos amigos e contar meu dia a dia, pois, nem sempre podemos estar nos falando e sei que dessa forma, posso unir o útil ao agradável. Além de tudo, é uma maneira de me distrair e ocupar a cabeça quando nada mais houver para pensar...

Existem já alguns textos que eu havia escrito em postagens anteriores então, nada aqui está muito organizado, mas ao final o objetivo será alcançado.

Até aqui tinha a sensação de estar meio que flutuando, viajando como uma turista no meu próprio drama, talvez acreditando que tudo passaria tão rápido que não valeria a pena publicar passagens dessa fase de minha vida. No entanto, nessa ultima quinta feira, dia 26, a ficha despencou de vez!
Amanhã sigo para o INCA no Rio de janeiro para iniciar os procedimentos pré-cirúrgicos e na …

Carpe Diem!

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“Tu ne quaesieris, scire nefas, quem mihi, quem tibi finem di dederint.
Leuconoe, nec Babylonios
temptaris numeros.
Ut melius, quidquid erit, pati.
Seu pluris hiemes seu tribuit Iuppiter ultimam, quae nunc oppositis debilitat pumicibus mare.
Tyrrhenum: sapias, vina liques et spatio brevi spem longam reseces.
dum loquimur, fugerit invida.

"Não perguntes a mim, a ti, que fim terão teus dias,
Nem indagues os tempos do Oriente. Terrível é o saber.
Melhor aceitar o destino. Quer Júpiter ainda nos conceda outro inverno, quer este seja o último que agora se desgasta e é suficiente para paralisar os opostos do mar.
Mas seja prudente. Filtra o vinho! Enquanto falamos a odiar-nos, já se foi o tempo.
Carpe diem quam minimum credula postero."

Aproveite o dia! confiando pouco no amanhã!”.

Santa Águeda e Minha Espiritualidade

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"Santa padroeira do combate contra o Câncer de Mama"
Águeda ficou conhecida tanto pelo seu nome Águeda, como por Ágata. Águeda quer dizer "Boa".
Hoje é a padroeira da mastologia e das pacientes que sofrem de câncer mamário. Seu dia, 5 de Fevereiro, é tido como o dia da mamografia. 
Segundo o que se conta, Santa Águeda (a santa boa) foi entregue a uma mulher de má conduta para desviá-la de Deus. Como mantivesse a ‘firmeza da fé, foi submetida a cruéis torturas: desconjuntamento dos ossos, mutilação dos seios. Foi arrastada sobre cacos de vidros, carvões em brasa.
Santa Águeda não gritou, não chorou e rezou durante todo o tempo do martírio em devoção a São Pedro Apóstolo, até que os soldados, em um gesto extremado, amputaram seus seios, arrancando-os.
Quem me conhece sabe que sou filha de portugueses e meus pais escolheram meu nome em homenagem a Santa Águeda. Essa santa é figurada com um vaso numa mão, cheia de seios cortados, e na outra com uma faca ou um par de tenazes…

Os Quatro Fantasmas

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"Leiga, totalmente leiga em psicanálise, é o que eu sou. Mas interessada como se dela dependesse minha sobrevivência. Para saciar essa minha curiosidade, costumo ler alguns livros sobre o assunto, e outro dia, envolvida por um texto instigante - acho que da Viviane Mosé, - me deparei com as quatro principais questões que assombram nossas vidas e que determinam nossa sanidade mental. São elas:

1) Sabemos que vamos morrer.
2) Somos livres para viver como desejamos.
3) Nossa solidão é intrínseca.
4) A vida não tem sentido.

Basicamente, isso. Nossas maiores angústias e dificuldades advêm da maneira como lidamos com nossa finitude, com nossa liberdade, com nossa solidão e com a gratuidade da vida. Sábio é aquele que, diante dessas quatro verdades, não se desespera. 

Realmente, não são questões fáceis. A consciência de que vamos morrer talvez seja a mais desestabilizadora, mas costumamos pensar nisso apenas quando há uma ameaça concreta: o diagnóstico de uma doença ou o avanço da idade. As o…

Meus erros, seus erros e as controvérsias...

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Cada caso é um caso, não é? Primeiro eu era péssima no auto exame, então não abria mão da mamografia, o que eu não sabia era que eu, como proprietária de mamas densas fazia parte do grupo onde a mamografia nem sempre detecta alguma coisa... li em um site: 
"Um caso recente (parecido com o meu) chamou a atenção para a falta de eficácia da mamografia. Uma mulher que havia feito uma mamografia – e os resultados tinham sido normais, um ano depois ficou sabendo que estava com câncer de mama. O nódulo era grande, e a doença já havia se espalhado para a sua coluna (espero que meu caso não seja tão parecido). 

Em termos leigos, isso significa que o tecido mamário da mulher era tão espesso de tecido fibroso e ductos de leite que foi difícil ver todos os cancros que poderiam estar lá.
Para entender, basta visualizar os seios como o céu. Em um dia claro, você pode ver qualquer objeto no céu. Mas quando a mama é densa, é como um dia nublado. Existem objetos no céu, mas você não consegue vê-los.

Acordei! Sonho ou pesadelo?!...

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O capitulo atual de minha vida se inicia no fim de abril de 2013... Acordei com uma dor desconfortável nas costas e sob a axila numa espécie de íngua. Ainda meio que acordando,  levei a mão as costas, tentando descobrir o motivo da dor e de forma inconsciente toquei meu seio, onde sem muito esforço, percebi um nódulo sólido. De cara acendeu uma luzinha no meu inconsciente. Levantei, me coloquei de frente ao espelho e observando com atenção mais detalhada, reparei pela primeira vez, que ao movimentar meu braço para o alto, a pele da mama se retraia, o nódulo a repuxava e fazia uma pequena cova na parte inferior... Foi esse o primeiro alarme!

Sempre fiz mamografia anualmente e me garantia nisso 100%, porque pelo auto exame, no toque, de fato mesmo, eu nunca consegui distinguir "poha" nenhuma. No entanto, hoje percebo que deveria ter insistido mais em aprender o auto exame! Talvez tivesse feito diferença no cenário que hoje estou vivendo. Fica a dica da importância do auto exame…